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31.05.2019 - Milho segue se desvalorizando na Bolsa de Chicago nesta 6ª após anuncio de tarifas ao México

Os preços internacionais do milho futuro seguem apresentando quedas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo dessa sexta-feira (31). As principais cotações registravam desvalorização entre 4,50 e 5,75 pontos por volta das 12h08 (horário de Brasília).

 

Segundo análise da Farm Futures, os preços do milho caíram nesta manhã, com os antigos e os novos gráficos de safras ameaçando a reversão de baixa depois de fracassar uma tentativa de recuperação de quinta-feira.

 

Enquanto agricultores e comerciantes tentam descobrir quantos acres não serão plantados com milho este ano, o mercado também está recebendo uma pequena novidade sobre a demanda.

 

De acordo com informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos Estados Unidos caíram na sexta-feira após o presidente Donald Trump afirmar que imporá tarifas sobre todos os produtos importados do México, mas o grão ainda deve aumentar semanalmente mais de 6%, devido a grandes atrasos no plantio nos EUA.

 

"O presidente Donald Trump, que luta para conter uma onda de imigrantes ilegais na fronteira sul, prometeu na quinta-feira impor uma tarifa sobre todos os produtos provenientes do México a partir de 5%, podendo ainda aumentar as taxas. O México é um grande comprador de milho dos EUA, aumentando os temores de que o grão possa ser pego nas tarifas”, aponta Colin Packham da Reuters Sydney.

 

B3

A mesma tendência foi percebida na bolsa brasileira nesta sexta-feira, com as principais cotações registrando quedas entre 0,39% e 0,92% por volta das 12h23 (horário de Brasília).

 

O vencimento julho/19 era cotado à R$ 38,15, o setembro/19 valia R$ 38,89 e o novembro/19 era negociado por R$ 39,80.

 

Para a Agrifatto Consultoria, na B3, os contratos mais curtos têm movimentação técnica e passam por ajustes negativos nesta manhã. O avanço da colheita no Brasil pode limitar valorizações mais fortes nas próximas semanas, por outro lado, novas notícias sobre a safra dos EUA continuarão no radar como fator de pressão positiva.

 

Fonte/Créditos da Imagem: Notícias Agrícolas