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29.05.2019 - Soja testa até R$ 86 nos portos do Brasil com altas na CBOT

A disparada dos preços da soja na Bolsa de Chicago fortalecem também as cotações no Brasil nesta terça-feira. 

Além das boas altas em Chicago, os prêmios também seguem fortes, na casa dos 110 pontos sobre os valores praticados na Bolsa de Chicago - os quais tendem a continuar se valorizando - e o dólar se mantém na casa dos R$ 4,00, mesmo com uma leve baixa sendo registrada nesta quarta-feira. 

 

BOLSA DE CHICAGO

Os preços da soja dispararam nesta quarta-feira (29) na Bolsa de Chicago depois dos fracos números do avanço do plantio nos EUA atualizados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem. 

 

A área norte-americana está apenas 29% semeada, contra 74% do ano passado, nesse mesmo período, e frente aos 66% da média das últimas cinco safras. As expectativas variavam entre 28% e 30% da área. 

 

Assim como no caso do milho, Illinois e Indiana também chamam a atenção, com o plantio em apenas 14% e 11%, respectivamente, enquanto em 2018 eram 89% e 85%. Na média dos dois estados, eram 70 e 63%.

 

O USDA informou ainda que são somente 11% das lavouras de soja que já emergiram, contra 44% do mesmo período do ano passado, e 35% da média dos últimos cinco anos. 

 

"Os mercados de grãos estão focados no mesmo velho conhecido - o plantio, que permanece bem atrás do ritmo médio, e uma previsão que não parece trazer nenhum alívio. As questões a serem avaliada agora são quanto da área foi perdida e qual é o impacto no potencial de produção", dizem os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc. 

 

Ainda segundo a consultoria, os fundos investidores  diante desta condições de clima tão ruins para a nova safra dos EUA continuam seu movimento na ponta compradora do mercado. Somente ontem, compraram 13,5 mil contratos de soja, 11 mil de trigo, 475 mil de milho, 9,5 mil de farelo e 4,5 mil contratos de óleo de soja. 

Sobre as previsões climáticas. Os mapas continuam mostrando muito mais chuvas para as próximas duas semanas no Corn Belt. 

 

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Fonte/Créditos da Imagem: Notícias Agrícolas