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08.05.2019 - Soja: Prêmios sobem mais de 20% no Brasil, mas produtores ainda seguram vendas

Se o mercado internacional da soja vinha buscando recuperar-se depois da turbulência do início da semana, voltou a perder força nesta quarta-feira (8) e fechou o pregão na Bolsa de Chicago em campo negativo. Os contratos mais negociados terminaram o dia com perdas de pouco mais de 3 pontos e o contrato julho/19 voltando a atuar abaixo dos US$ 8,30 por bushel, ficando em US$ 8,27. 

 

Se os preços recuaram na CBOT, no Brasil o destaque se deu para os prêmios, que subiram entre 20 e 25% nesta quarta-feira, com as principais posições de entrega variando entre 35 e 60 cents de dólar no terminal de Paranaguá. Nos melhores momentos do dia, até 70 centavos foram registrados. 

 

E a tendência é de que os prêmios pagos pela soja brasileira sigam, de fato, se valorizando, e podem se mostrar ainda melhores no segundo semestre, como acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze. A demanda está forte ainda pela soja do Brasil e a China, maior compradora mundial, segue focada no mercado brasileiro ao estar ainda em guerra comercial com os EUA. 

 

"E os chineses já sinalizaram que agora o jogo vai ser mais duro", diz Brandalizze, citando o últimos acontecimentos, que exerceram forte pressão sobre as cotações internacionais, e enquanto o conflito comercial perdurar, a demanda da nação asiática pela oleaginosa norte-americana continuará praticamente sem acontecer. 

 

O vice-premier da China, Liu He, chega a Washignton para uma visita de dois dias de continuidade das negociações que poderiam dar fim à guerra comercial entre os dois países que já dura mais de um ano. A estada de He será mais curta do que o inicialmente planejado e uma coisa é certa: os chineses não farão mais concessões aos americanos. 

 

No entanto, em seu Twitter, novamente o presidente americano Donald Trump se posicionou nesta quarta-feira (8), acusando a China de estar esperando para negociar com democratas depois das eleições do ano que vem.  

 

A declaração do presidente americano veio na sequência de um anúncio oficial de Pequim que não há escolha para o governo da China a não ser responder a qualquer escalada tarifária imposta pelos EUA. "O aumento das tensões comerciais, porém, não atende aos interesse nem ao povo dos dois países ou do mundo", se posicionou o Ministério do Comércio da China nesta quarta-feira. 

 

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Fonte/Créditos da Imagem: Notícias Agrícolas