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18.02.2019 - Estresse é menos prejudicial em plantas do que em humanos

Uma pesquisa conduzida na Universidade do Texas em San Antônio (UTSA), nos Estados Unidos, e publicada na última edição da revista Plants, indica que o estresse no reino vegetal é muito menos destrutivo para as plantas do que para os seres humanos. De acordo com pesquisadores de biologia, as plantas que são atacadas liberam imediatamente compostos conhecidos como "voláteis de folhas verdes" ou GLV, que as preparam para o ataque. 

 

Estes compostos defendem com sucesso a planta enquanto inibem apenas temporariamente o crescimento da planta. "Quando nós, humanos, adoecemos, também enfraquecemos", diz Jurgen Engelberth, professor associado do Departamento de Biologia da UTSA. "Não podemos ser fisicamente ativos e lutar contra uma doença ao mesmo tempo. Também observamos esse mesmo fenômeno nas plantas”, completa. 

 

A diferença, no entanto, é que essa defesa do GLV custa à planta muito menos tempo para recuperar e inibir o crescimento do que os esforços equivalentes em humanos. Consequentemente, as plantas podem combater ataques e depois continuar a crescer a uma taxa aceitável, com nenhuma ou pouca das consequências negativas observadas em humanos. 

 

Os pesquisadores expuseram mudas de milho em diferentes estágios de crescimento para esses compostos protetores. Após a exposição, eles observaram que as plantações pararam de crescer em média 20% enquanto estavam focadas em "defender". No entanto, os pesquisadores também observaram que, após vários dias sem novos ataques, as plantas poderiam compensar e regredir. 

 

"Se não houver outra ameaça de herbivoria, ou se alimentar de plantas, elas podem investir a energia metabólica de volta no crescimento. Se a herbivoria permanecer, as plantas continuarão a investir em defesa ", conclui Engelberth. 

 

Fonte/Créditos da Imagem: Agrolink