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01.02.2019 - China comprará mais soja dos EUA, diz Trump após últimas reuniões

Após mais dois dias de reuniões entre delegações comerciais da China e dos Estados, que aconteceram em Washington nos últimos dois dias, resultaram em uma boa declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a nação asiática comprará mais soja nos EUA. De acordo com representantes dos dois lados, essa nova rodada de negociações resultou em um "importante progresso". 

 

Trump se reuniu, no final do dia desta quinta-feira (31), com o vice-premier chinês, Liu He, na sequência das últimas conversas, onde um tradutor leu ainda carta de Xi Jinping, o presidente da China, ao líder americano sobre as compras de mais compras não só da oleaginosa, mas de produtos agrícolas em geral.

 

E isso, como disse Trump, soou como "música para os ouvidos do Secretário de Agricultura, Sonny Perdue", e completou dizendo "que essa iniciativa fará os produtores americanos muito felizes". 

 

O volume de soja a ser comprado pela China, no entanto, ainda gera expectativas e as informações divergem. Há agências que afiram que poderiam ser até 5 milhões de toneladas. 

 

"Eles começaram em uma escala pequena, mas voltaram a comprar grandes volumes e eu gostei muito disso. É um sinal fantástico por parte deles", complementou Donald Trump sobre os chineses.

 

Apesar de ser um volume considerável, ainda há uma parte dos analistas de mercado, traders e produtores que acreditam ser insuficiente para reduzir de forma considerável os elevados estoques de soja que vêm sendo registrados nos EUA nesta temporada. De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura), do boletim mensal de oferta e demanda de dezembro, o número pe de 25,99 milhões de toneladas. O dado será atualizado no próximo dia 8. 

 

Guerra Comercial x Prêmios

 

Com a instalação da guerra comercial entre China e Estados Unidos, a demanda da nação asiática em 2018 se voltou completamente para o mercado brasileiro, provocando uma considerável disparada dos prêmios nos portos nacionais. Os valores registraram picos importantes de julho em diante, chegando a superar a se aproximar, em algumas circunstâncias, de US$ 3,00 por bushel acima dos valores praticados na Bolsa de Chicago. 

 

Da mesma forma, nos mercado norte-americano, os prêmios - ou os chamados basis - caíram de forma significativa, bem como os futuros da commodity na Bolsa de Chicago, assumindo patamares bem mais baixos do que os observados antes do início da disputa em torno das tarifações. 

 

O gráfico abaixo, da Bloomberg, mostra o comportamento desses valores de janeiro de 2018 a janeiro de 2019, indicando que neste mês os números já começam a se equalizar diante da possibilidade de um acordo entre os dois países e frente a notícias como estas de a China se comprometer a comprar mais soja nos EUA. 

 

Na linha branca, o comportamento dos prêmios no Brasil; nas coloridas, os basis no Golfo. 

 

Gráfico: Bloomberg / Dados: Ary Oleofar Corretora de Mercadorias e USDA

 

A informação serve de combustível também para as cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago. Os preços, que vinham travados e caminhando de lado nos últimos dias, sem apresentar variações consideráveis, subiam mais de 12 pontos nos principais contratos negociados na CBOT no início desta tarde de sexta-feira. 

 

Assim, por volta de 12h55 (horário de Brasília), o contrato março já tinha US$ 9,28 por bushel e o maio vinha cotado a US$ 9,42. 

 

fonte/Créditos da Imagem: Notícias Agrícolas