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05.12.2018 - Parte da terra do mundo está degradada

Um relatório produzido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 33% dos solos do planeta Terra já estão degradados. Nesse cenário, o especialista em solo e diretor técnico da SulGesso, Eduardo Silva e Silva, fez uma análise e deu dicas sobre a preservação do solo brasileiro.

 

“A análise do solo é fundamental. É como se fosse um hemograma do nosso corpo, onde é preciso entender o que falta no solo para recomendar o que é realmente necessário. A precisão da agricultura começa aqui, com a dosagem equilibrada. O solo produtivo é um solo fértil, mas nem todo solo fértil é produtivo”, comenta. 

 

Nesse contexto ele explica que é preciso inicialmente realizar um Diagnóstico físico-químico do solo. Segundo ele, uma “boa amostragem de solo e posterior análise físico-química do solo em laboratórios confiáveis, para suporte a tomada de decisão de corrigir, manter ou repor nutrientes”. 

 

A segunda dica é relacionada a correção do perfil do solo levando em consideração suas camadas e suas peculiaridades, sendo necessário “considerar a amostragem de solo em camadas diferentes, no mínimo de 0-20cm e de 20-40cm, visando construir a fertilidade no perfil de solo e maiores patamares de produtividade”. 

 

“Rotação de culturas: conserva o solo, incrementa a produtividade das culturas e, quanto ao controle de doenças, evita a proximidade entre os propágulos de patógenos, agentes causais de doenças, presentes nos restos culturais do solo. Considerar a possibilidade de rotação com culturas consorciadas”, diz ele. 

 

Para finalizar, ele recomenda que se deve realizar o incremento anual de 10t a 13t/ano de palha no solo, com o cuidado de ajustar a relação entre o carbono e o nitrogênio (C/N). Além disso, o manejo deve otimizar “a entrada dos constituintes no sistema como pluviolixiviados, restos culturais e resíduos orgânicos, raízes e exsudatos, organismos do solo (biomassa), substâncias não-húmicas e húmicas”.

 

Fonte: Agrolink

Créditos da Imagem: Embrapa