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07.08.2018 - Falta de definição nos fretes vai provocar inflação de alimentos

O agronegócio brasileiro está preocupado com a total indefinição em torno do tabelamento de fretes no país. O problema não recebeu uma nova proposta pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e não foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entidades do setor produtivo alertam que esse impasse trará impactos, principalmente, para o preço dos alimentos.

 

Em reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (07.08), o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz, destacou que itens essenciais de alimentação tiveram alta expressiva nos preços: “O óleo de cozinha não está mais caro porque a soja está mais cara. Ele está mais caro por causa do tabelamento de fretes, que segue causando impactos à população brasileira”.

 

Segundo ele, a falta de fertilizantes dificultou as plantações e a colheita também ficou atrasada por alguns meses. “Isso causa um sentimento enorme de insegurança jurídica no setor e descrédito do Brasil frente aos mercados internacionais. Alguns contratos estão sendo cumpridos, mas a preços muitos mais altos”, afirmou Bartolomeu Braz.

 
De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o tabelamento gerou um aumento de aproximadamente US$ 2,36 bilhões nos custos logísticos para a exportação de grãos. A associação revelou que a negociação dos contratos de grãos para a safra 2018/2019 está parada devido à falta de referência para a negociação no mercado futuro.

 
Para o vice-presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), a situação segue com indefinições de vários lados e é preciso avaliar o cenário atual das negociações. “O STF ainda não julgou, o presidente Temer ainda não sancionou a MP aprovada no Congresso e a ANTT ainda não apresentou a nova tabela. O prazo era até 20 de julho e a Agência não cumpriu. Tudo isso causa insegurança jurídica em todo o segmento de produção, nas nossas exportações. Mas deve-se agir com cautela. É preciso buscar soluções, e não mais discursos”, afirmou Moreira.

 

Fonte: Agrolink

Créditos da Imagem: Veja