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09.02.2018 - COLHEITA NO RS

Os produtores do Rio Grande do Sul aceleram a colheita do milho nesta semana, aproveitando a trégua das chuvas nos últimos dias, segundo relato dos técnicos da Emater/RS – Ascar, empresa de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho.

 

O levantamento da Emater/RS mostra que o avanço nesta semana foi de 12 pontos percentuais, para 30% da área cultivada, ainda abaixo dos 35% registrados em igual período do ano passado, mas próximo à média de 32% dos últimos cinco anos.

 

Os técnicos comentam que os rendimentos das lavouras de milho se mantêm em níveis satisfatórios, com casos recorrentes que ultrapassam 6 mil kg/há nas áreas ao Norte do Rio Grande do Sul.

 

“Nas áreas do Centro para o Sul, a situação de lavoura segue em declínio. As chuvas ocorridas ainda na segunda quinzena de janeiro não foram suficientes para reverter o quadro de aguda deficiência hídrica, prejudicando sobremaneira o desenvolvimento das lavouras e atingindo fortemente a fase reprodutiva das plantas, diminuindo assim o potencial produtivo.”


Soja

No informativo conjuntural divulgado hoje, os técnicos relatam que o panorama da cultura da soja não apresentou diferenças significativas em relação à semana passada, com áreas do Norte do Estado apresentando bom potencial produtivo, entrando com mais rapidez na maturação.

 

“Em contrapartida, áreas do Sul seguem enfrentando problemas em relação à deficiência hídrica que se acentua a cada dia, com as lavouras atingindo o ponto de inviabilizar o retorno a uma condição normal, mesmo que chova a partir de agora.”

 

Eles observam que como nos últimos anos a parte Sul do Estado teve um incremento muito forte no plantio da soja, a possível “quebra” na produção poderá ter reflexo negativo, em escala significativa, na produção total do Rio Grande do Sul.

 

 “Vale lembrar que, juntas, as regiões administrativas da Emater/RS – Ascar de Pelotas e Bagé plantam cerca de um milhão de hectares, 18% do total estimado de 5, 5 milhões cultivados nesta safra.”


Arroz

Os técnicos comentam que o clima continua favorável ao desenvolvimento da cultura. As lavouras semeadas no início do período favorável começam a entrar em maturação, condição essa que alcança 6% da área semeada nesta safra (1,1 milhão de hectares).

 

“As primeiras colheitas deverão iniciar em poucos dias. Até o momento o potencial produtivo tem se mantido sem alteração, podendo – se inferir que a produção deverá ser semelhante à do ano passado, girando ao redor das 8,5 milhões de toneladas.”


Os relatos de campo dão conta que as lavouras, em sua maioria, estão limpas, bem manejadas e com boa disponibilidade de água para irrigação, com algumas exceções na região da Campanha e do Centro – Sul do Estado, onde a estiagem tem se mostrado mais persistente e os mananciais hídricos começam a atingir cotas abaixo do esperado para o momento.

 

 “A barragem do Arroio Duro, por exemplo, principal fonte de abastecimento e irrigação da cultura na região de Camaquã e entorno, está com um volume armazenado de apenas 38% de sua capacidade.”
Fonte: Revista Globo Rural

 

Fonte/ crédito de imagem:Agronovas